Enquanto me movia em cadência entre campos floridos,
Até minha morada tu te dirigias para lá entrar.
Podia queimar tempo à procura da porta sem trancas...
Prefiro simplesmente apreciar o que deixaste no ar.
Perceber finalmente, sem valer a pena disfarçar...
Se esse sentir se deve a ti, tenho de partilhá-lo.
Nem o pôr-do-sol, nem as luzes do firmamento mergulhadoras do mar,
Me deslumbram e me fascinam como quando te olho.
Bebo noites estreladas de pensamentos feitos de ti,
Devoro dias iluminados por sonhos passados contigo,
Da varanda respiro nuvens carregadas da tu essência,
No meu leito, cubro-me com uma manta de gostinho a prazer.
O meu mundo, do qual já fazes parte, dou-te a conhecer.
Permanece aqui enquanto desejares, uma hora ou uma eternidade...
By Nathalie
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Perfeita Loucura (Verão 2009)
Sinto a tua presença como uma doce neblina
Vaporizando ternura enquanto refresca meu corpo interior.
Estás longe na medida da distância,
Mas tão perto para me conseguires atingir.
Escolheste o lugar mais especial que em mim existe,
Onde permaneces e brilhas... Eu trago-te comigo.
Como é bom fazeres parte da minha história de vida,
Melhor ainda é poder gostar assim de ti...
A imagem única do teu ser repousa no meu sorriso,
És a perfeita loucura na qual me posso deixar levar.
By Nathalie
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Hino à Libertação
Onde desvio grandes baús empoeirados
E abro os cadeados enferrujados da minha alma.
Desfaço-me do peso de sentimentos
Ainda presos em teias de aranha,
Onde permanecem em mim alojados e reprimidos...
Lanço baldes de água, sabão e Luz!
A toda e qualquer emoção,
Que me espera e aguarda na escuridão do meu ser,
Para à noite me atacar, desprevenida, nos becos e ruelas.
Desvio as cortinas do meu interior,
Sacudo mantas e tapetes de tristeza,
Despejo gavetas de mágoas e dores,
Limpo e desobstrui os filtros de entrada da felicidade.
O meu riso novamente estou a polir,
Minha estimada gargalhada quase afinada.
Abro todas as portas e janelas,
Para o Sol, eu deixar entrar
E se infiltrar em todas as divisões da moradia.
Meu coração mais uma vez recuperado,
Traz-me finalmente a vontade de dançar!
Livre estou de tudo o que mais não me serve.
Os meus olhos retomam, aos poucos, o seu brilho
Com a canção do hino à libertação.
.
Com a canção do hino à libertação.
.
By Nathalie
quarta-feira, 11 de maio de 2011
A Onda da Oportunidade
O vento três vezes soprou
E o destemido destino avançou...
Para mais uma vez mostrar
Que ele é a única certeza
Regente da incerteza de nossa vida.
Quando a paz parece chegar,
Para finalmente se instalar,
Eis que surge da calmaria
A avassaladora onda gigante!
Ela arrasa, inunda e nos sacode...
E no segundo do último folgo,
Onde se fica a um passo de partir,
A onda nos liberta, nos deixa cair,
No meio da sua destruição...
Embora se fique no mesmo lugar,
Já nada é igual...
Tudo o que era deixou de ser.
Resta enfrentar esse morrer
Para novamente renascer.
De cabeça erguida levantar-se,
Deixar a esperança cantar no coração.
Perceber que mais uma oportunidade
Nos é oferecida para viver no agora,
E aprender novamente a amar
Como se não houvesse amanhã.
By Nathalie
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Fundir-me na Natureza
Há certos dias em que a noite vem ao meu leito acordar-me,
Sussurra-me ao ouvido para regressar do mundo dos sonhos.
No conforto da minha cama permaneço desperta para viajar...
Pois a mais uma viagem fui convidada a realizar.
De olhos fechados e mente aberta deixo-me ficar,
Sou levada ao mundo do "O que gostaria de ser".
Penso que gostaria de ser a Lua para admirar a Mãe Terra,
Ao encher a vista, constantemente, por tamanha beleza.
Zelar por todos e permanecer um mistério para tanta gente.
Ou até ser a própria Terra para carregar cada um de nós...
Dar-me e me partilhar sem medida, revelar o melhor de mim
E amar todos sem qualquer regra e excepção...
Talvez gostasse de ser o Sol, que aquece o coração mais frio,
Traz luz aos desejos e medos mais obscuros
E irradia sua energia sobre cada ser...
Se calhar preferia ser Água para matar a sede...
A sede de liberdade e de paz em toda e qualquer nação.
Fluir por toda a parte, entranhar-me no solo...
Quem sabe o Mar, para ser dona dos maiores tesouros
E em mim navegarem rumo à descoberta de novos mundos.
Conhecer cada continente como a palma da mão.
O Vento? Para soprar a favor de cada embarcação,
Soprar gentilmente nos rostos, num gesto amistoso...
E num sopro mágico fazer desaparecer todas as dores.
Preferia, quiçá, ser o Céu, no seu azul mais profundo,
Que enche de esperança os olhos de quem o contempla.
Nas horas de aflição, responder às preces que lhe são dirigidas.
Pensando bem, posso, talvez, ser eu mesma...
Trazendo comigo o exemplo e a inspiração
Da Lua, da Terra, do Sol, da Água, do Mar, do Vento, do Céu...
Volto a adormecer nos braços da noite que agora me embala...
By Nathalie
Sussurra-me ao ouvido para regressar do mundo dos sonhos.
No conforto da minha cama permaneço desperta para viajar...
Pois a mais uma viagem fui convidada a realizar.
De olhos fechados e mente aberta deixo-me ficar,
Sou levada ao mundo do "O que gostaria de ser".
Penso que gostaria de ser a Lua para admirar a Mãe Terra,
Ao encher a vista, constantemente, por tamanha beleza.
Zelar por todos e permanecer um mistério para tanta gente.
Ou até ser a própria Terra para carregar cada um de nós...
Dar-me e me partilhar sem medida, revelar o melhor de mim
E amar todos sem qualquer regra e excepção...
Talvez gostasse de ser o Sol, que aquece o coração mais frio,
Traz luz aos desejos e medos mais obscuros
E irradia sua energia sobre cada ser...
Se calhar preferia ser Água para matar a sede...
A sede de liberdade e de paz em toda e qualquer nação.
Fluir por toda a parte, entranhar-me no solo...
Quem sabe o Mar, para ser dona dos maiores tesouros
E em mim navegarem rumo à descoberta de novos mundos.
Conhecer cada continente como a palma da mão.
O Vento? Para soprar a favor de cada embarcação,
Soprar gentilmente nos rostos, num gesto amistoso...
E num sopro mágico fazer desaparecer todas as dores.
Preferia, quiçá, ser o Céu, no seu azul mais profundo,
Que enche de esperança os olhos de quem o contempla.
Nas horas de aflição, responder às preces que lhe são dirigidas.
Pensando bem, posso, talvez, ser eu mesma...
Trazendo comigo o exemplo e a inspiração
Da Lua, da Terra, do Sol, da Água, do Mar, do Vento, do Céu...
Volto a adormecer nos braços da noite que agora me embala...
By Nathalie
terça-feira, 26 de abril de 2011
Acreditar no Amanhã
A procura, de um lugar só meu, não cessa...
O sentimento de estar cada vez mais perto,
Faz-me avançar e a acreditar no amanhã...
A tremenda vontade de poder finalmente achar
O verdadeiro recanto da minha alma,
Persegue-me, empurra-me, assola-me,
Mesmo quando o corpo se quer render ao cansaço.
Render-me seria bem mais fácil sim...
Mas o grito da persistência soa mais alto.
Esse cantinho tão especial que só espera por mim,
Onde poderei me deliciar de reais encantos,
Regozijando meus dias de magia,
Meu olhar se vestirá com expressão de alegria pura.
O som da felicidade sublime acompanhar-me-á,
Viverei o meu sonho, tão sonhado, acordado.
Aos braços do amor incondicional me submeterei,
Para neles quebrar todas as amarras...
O mundo ao meu redor será pintado de rosa e borboletas,
Digno de uma história de "era uma vez"...
Copiarei as estrelas para como elas brilhar
E com o perfume das fadas banhar-me-ei.
Ouvirei então a melodia do meu coração
Que cantará o hino da certeza,
Por se encontrar onde realmente deve estar.
Daí que desistir não é para mim,
Lutarei até chegar ao lugar,
Que há muito me pede para o encontrar.
O sentimento de estar cada vez mais perto,
Faz-me avançar e a acreditar no amanhã...
A tremenda vontade de poder finalmente achar
O verdadeiro recanto da minha alma,
Persegue-me, empurra-me, assola-me,
Mesmo quando o corpo se quer render ao cansaço.
Render-me seria bem mais fácil sim...
Mas o grito da persistência soa mais alto.
Esse cantinho tão especial que só espera por mim,
Onde poderei me deliciar de reais encantos,
Regozijando meus dias de magia,
Meu olhar se vestirá com expressão de alegria pura.
O som da felicidade sublime acompanhar-me-á,
Viverei o meu sonho, tão sonhado, acordado.
Aos braços do amor incondicional me submeterei,
Para neles quebrar todas as amarras...
O mundo ao meu redor será pintado de rosa e borboletas,
Digno de uma história de "era uma vez"...
Copiarei as estrelas para como elas brilhar
E com o perfume das fadas banhar-me-ei.
Ouvirei então a melodia do meu coração
Que cantará o hino da certeza,
Por se encontrar onde realmente deve estar.
Daí que desistir não é para mim,
Lutarei até chegar ao lugar,
Que há muito me pede para o encontrar.
By Nathalie Silva
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Duas Portas...
Por vezes sinto vontade de ter ficado
Atrás da porta que se encerrou...
Uma porta que eu mesma tive de fechar.
Por segundos arranquei meu coração,
Com medo, coragem, as mãos a tremer,
Puxei-la de uma só vez,
Para não mais voltá-la a abrir.
Detrás ficaram restos de um sonho...
Sentimentos de uma imaginação,
Apenas existiram porque lhes dei vida.
Iludida na minha firme convicção,
De distorção da realidade.
Perdoei e esqueci por amor.
Amei até não poder mais...
Dei o melhor de mim,
Porque sou mesmo assim
E nem por instantes me arrependi.
Mas quem sente grande dor ao amar
É porque uma porta tem de fechar...
Nesse momento passo ouvidos à razão.
Saber desistir também é uma virtude.
E agora peço licença,
Tenho de ir e partir...
Uma nova porta se está a abrir,
Só tenho de a seguir
Para colher o que na outra plantei.
By Nathalie
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Procuro-me...
Procuro-me onde me perdi...
Num dia sem data, nem hora.
Em algum sítio agora incógnito.
Poder voltar a encontrar
O ser que me reside...
Conseguir novamente vivenciar
O brilho da luz a invadir-me...
Sentir-me reunida comigo mesma.
Deixar o meu corpo se fundir
À imortalidade da minha alma
E a ela, passar a palavra
Para dar descanso à razão e coração.
Ninguém me haverá dito
Que por vezes saber demais,
Dói muito mais...
Nada agora se pode fazer...
E quem me acorda?!
Alguém viu onde me deixei?!
Onde fiquei?!
Junto as ferramentas da sabedoria,
A intuição é minha bússola,
As minhas experiências e conhecimento
São agora meu material de sobrevivência.
E com eles, quem sabe talvez tentar chegar
Ao lugar onde me sumi...
Quando voltar a me achar,
Regar-me-ei com a alegria da vida
Para criar profundas raízes
Na tanta e desejada eterna felicidade,
E assim não voltar mais
A ter de me procurar.
Num dia sem data, nem hora.
Em algum sítio agora incógnito.
Poder voltar a encontrar
O ser que me reside...
Conseguir novamente vivenciar
O brilho da luz a invadir-me...
Sentir-me reunida comigo mesma.
Deixar o meu corpo se fundir
À imortalidade da minha alma
E a ela, passar a palavra
Para dar descanso à razão e coração.
Ninguém me haverá dito
Que por vezes saber demais,
Dói muito mais...
Nada agora se pode fazer...
E quem me acorda?!
Alguém viu onde me deixei?!
Onde fiquei?!
Junto as ferramentas da sabedoria,
A intuição é minha bússola,
As minhas experiências e conhecimento
São agora meu material de sobrevivência.
E com eles, quem sabe talvez tentar chegar
Ao lugar onde me sumi...
Quando voltar a me achar,
Regar-me-ei com a alegria da vida
Para criar profundas raízes
Na tanta e desejada eterna felicidade,
E assim não voltar mais
A ter de me procurar.
By Nathalie
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
Ninguém perde o que não é seu
Como podemos perder algo
Que nunca nos pertenceu...
Da mesma forma não se perde alguém
Que não retribui o nosso afecto...
É impossível abrir a mão
Do que nunca foi nosso...
Pois ela já se encontra vazia...
Nada tem para libertar, nem soltar.
Vivemos por vezes num mundo só nosso,
Onde distorcemos a realidade em fantasia.
A verdade dura e crua dói e faz sofrer...
Viramos-lhe as costas ao optar pela fácil ilusão.
A quem queremos enganar,
Ao sorrir, pular, dançar,
Quando nossa alma nos rói por dentro,
Se debate e grita:"Chega de te enganares!"...
Fugir ou saltar do comboio,
É de longe um acto de bravura...
A fuga e queda provocam corrosão,
Para mais tarde contagiar nosso coração.
Venham até mim fantasmas, monstros e temporais!
A todos combaterei e enfrentarei sem temer,
Com as melhores armas que possui,
Sendo elas meu amor, consciência e sabedoria.
By Nathalie
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Até Nós...
A minha vida só me é permitida,
Se outras, nela, são envolvidas.
Vidas que se cruzam e nos despertam,
Para toda e qualquer experiência destinada.
Seja ela de sorriso ou lágrimas no rosto,
É o que nos molda, enche e compõe.
Cada um acorda em nós, sentimentos sem igual...
Fazendo surgir, do nosso interior, o melhor ou o pior.
Alguns nos fazem o coração disparar,
Para depois o arrancar e espezinhar...
Há quem nos faça rir e sorrir,
E quem à noite o sono nos vem roubar...
Uns, juntos a nós, permanecem para sempre,
Outros guardam-se no tempo chamado passado.
Certos regressam e voltam a ficar para trás novamente.
Guardamos de todos o sabor do que se viveu...
Cabe-nos preservar e guardar o essencial,
Crescer e amadurecer com as nossas feridas e doídas.
Sentir toda a dor e alegria da emoção,
E dar ou não conclusão a uma relação.
Todos os que por mim passam e passaram,
De transporte me serviram até ao aqui e agora.
Sem eles seria impossível realizar essa jornada,
Por vezes agreste, até à minha auto-descoberta.
São tantas as voltas e reviravoltas que vida dá,
Que a vida acaba por nunca mais ser a mesma...
O que seria, se mais ninguém comigo partilhar,
Amarguras, doçuras, conflitos, alegrias ou fantasias...
A minha viagem veria seu fim chegar,
A minha alma de solidão e angústia morreria...
Se a mim não mais chegaria,
Sentimentos, pessoas e nossa partilha.
By Nathalie
Se outras, nela, são envolvidas.
Vidas que se cruzam e nos despertam,
Para toda e qualquer experiência destinada.
Seja ela de sorriso ou lágrimas no rosto,
É o que nos molda, enche e compõe.
Cada um acorda em nós, sentimentos sem igual...
Fazendo surgir, do nosso interior, o melhor ou o pior.
Alguns nos fazem o coração disparar,
Para depois o arrancar e espezinhar...
Há quem nos faça rir e sorrir,
E quem à noite o sono nos vem roubar...
Uns, juntos a nós, permanecem para sempre,
Outros guardam-se no tempo chamado passado.
Certos regressam e voltam a ficar para trás novamente.
Guardamos de todos o sabor do que se viveu...
Cabe-nos preservar e guardar o essencial,
Crescer e amadurecer com as nossas feridas e doídas.
Sentir toda a dor e alegria da emoção,
E dar ou não conclusão a uma relação.
Todos os que por mim passam e passaram,
De transporte me serviram até ao aqui e agora.
Sem eles seria impossível realizar essa jornada,
Por vezes agreste, até à minha auto-descoberta.
São tantas as voltas e reviravoltas que vida dá,
Que a vida acaba por nunca mais ser a mesma...
O que seria, se mais ninguém comigo partilhar,
Amarguras, doçuras, conflitos, alegrias ou fantasias...
A minha viagem veria seu fim chegar,
A minha alma de solidão e angústia morreria...
Se a mim não mais chegaria,
Sentimentos, pessoas e nossa partilha.
By Nathalie
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Dona do Nada
Sou o que sou... não por aquilo que tenho ou deixo de ter...
Nada me pertence, nem mesmo da minha alma sou dona.
Ela sacia-se das essências que a envolvem,
De momentos cruzados com outros, do tempo que nos liga,
Das horas vagas passadas comigo mesma...
Nem as emoções e sentimentos são minha propriedade,
Pois eles saõ provocados por gente alheia...
A saúde é minha até um dia a perder,
Tal como a tristeza, a felicidade, as memórias esquecidas...
Ainda este texto que é parte de uma onda de inspiração.
Tornando a única certeza que eu possui,
Sendo a incerteza que gere a minha existência.
Como um nevoeiro que se abate no horizonte,
Instala-se e permanece por tempo infinito...
Deixando apenas lugar e vista
Para o próximo passo que vacila em continuar.
Assim como o desconhecido Amanhã
Que tanta curiosidade e ansiedade levanta,
Impede que o Agora seja desfrutado
E se esquece que ele foi o amanhã de ontem...
Quem me explica como se dá tempo ao tempo,
Se nem o vemos passar, nem o podemos tocar...
Ele foge-nos por entre os dedos,
E no entanto se agarra ao nosso corpo em forma de idade.
Que sou eu? De que sou feita?
Se nada é meu e me pertence...
Sou o momento presente, despida do que foi e está para vir.
Então o que meu poderia ser, é o conhecimento,
Acompanhado da desilusão de não empregar esse saber.
Pois sei que serenidade é viver sem a preocupação do futuro,
Um lugar que não é meu porque lá ainda não cheguei.
Sei que a esperança é confiar que por trás do nevoeiro,
Está o sol que brilha e a lua que sorri,
À distância do medo de avançar.
Se ao menos soubesse que sou dona do nada
E nada tenho a perder...
By Nathalie
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
O Som da Memória
Memórias aprisionadas em cofres repletos de poeira,
Escondidas por entre teias mortas,
Perdidas no denso escuro de uma velha falsa...
Elas emergem do nada, como por magia,
Das águas obscuras de um passado,
Do qual nos pertenceu e fizemos parte.
Tudo isso acontece e se desvenda
Quando ouvimos o som de uma melodia,
Que nos transporta ao tempo do já foi...
Limpando os cofres empoeirados, as teias mortas...
Ilumina a falsa como o sol que penetra madeira rachada.
Regressamos a capítulos julgados de esquecidos.
Cada música associada a diferentes fases por nós passadas...
De gestos feitos, palavras ditas, pessoas e mais pessoas...
Conseguimos por instantes reviver e relembrar,
O sentimento vivido quando aquele som estava no ar.
Poder voltar a ouvir serenamente, a balada ligada à dor...
A música envolve a nossa alma e coração,
Permanece enlaçada ao que já passamos...
Como se se tratasse de um filme sobre nossa existência.
Ainda recordo a melodia do meu primeiro beijo,
Do som de tempos felizes, tristes, doces, amargos...
Sou levada até a rostos que se sumiram,
A quem já partilhou aquela música comigo.
Rodeio-me de música antiga para o pó não assentar...
Escuto novas melodias, poderei estar a marcar um momento...
By Nathalie
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Uma Aventura que Começa no Outono
Hoje celebro mais um belo Outono,
Pois essa é a estação que me viu nascer.
Ao olhar para trás, consigo recordar...
Tantas histórias e aventuras pelas quais passei.
Algumas, num mar de nostalgia, já contei...
Preciosamente as irei sempre guardar,
Se algum dia, alguém as quiser escutar.
Perdi a conta dos sorrisos encontrados,
De todos os olhares que um dia cruzei,
Das gargalhadas, de mim, soltadas,
Das lágrimas todas já derramadas...
A minha vida é feita de lições
Umas compreendidas, outras por aprender.
O que hoje me faz chorar,
Amanhã pode fazer-me sorrir.
Sou minhas experiências superadas,
Feita das batalhas ultrapassadas.
Sou o desespero, a dor, a mágoa
Que por mim passaram, me moldaram
E lá trás ficaram...
No filtro da minha existência,
Apenas passam as alegrias comigo carregadas.
O ano que por mim passou,
Comigo deixou a maior aprendizagem...
Convosco desejo partilhá-la...
O amor é a maior força, eis minha aprendizagem.
O amor em todas as suas facetas e formas,
Quando verdadeiro e realmente sentido,
Move mares, planetas e montanhas,
Derrete continentes feitos de gelo,
Sara feridas profundas e incuráveis...
Torna-se incondicional e nada espera em troca,
O amor no seu estado mais puro...
Então neste meu dia, rogo a todos os anjos,
Para irem ao encontro da humanidade
E espalharem amor e mais amor
Em todo o coração que bate.
By Nathalie
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